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Dialogo Multisetorial: Educação para a sustentabilidade

13 ago

O segundo dia do Sustentável 2009, contou com um debate animadíssimo sobre o papel da educação para o desenvolvimento sustentável.

Educação para a Sustentabilidade (13)Reuniu no Tucarena,  Simone Ramounoulou – The Natural Step (como moderadora), Raquel Trajberg – Coordenadora da Educação Ambiental – MEC,  Celso Schenkel – Coordenador de Ciências e Meio Ambiente UNESCO, Mirian Vilela – Diretora Executiva do Secretariado internacional da Carta da Terra e Mario Hélio de Souza Ramos – Diretor Departamental Fundação Bradesco

Segundo Raquel Trajberg, as escolas devem ser espaço para o desenvolvimento da cultura da sustentabilidade, “ que tal incluir refletir e recusar”.

Mirian Vilella a Carta da terra, defendeu que a educação precisa ter o propósito principal de ajudar outro e a sociedade, precisa estar focada na transformação e não somente na informação e que é preciso integrar os valores da sustentabili-dade no processo educativo.

A educação tem que ser: transformadora, trabalhar o lado emotivo, o pensamento sistêmico, e a reflexão ética do nosso cotidiano e do processo educativo (Mirian Vilella).

Celso Schenkel da Unesco, falou sobre o reflexo da cultura da sustentabilidade no mundo dos negócios, “é preciso adicionar core ao Business”.

Deu como exemplo a cadeia produtiva da Erva Mate, que emprega mais pessoas que as grandes montadoras, são 100 mil famílias, mais de 500 mil pessoas, é preciso buscar estas economias e fazer com que estas, sejam economias desenvolvidas

O Tucarena estava cheio, após a exposição dos convidados, muitos ouvintes sentaram-se a mesa central para participar do debate. Alguns contaram sua experiência de educação para a sustentabilidade, que em casos aconteceu na escola, e em outros não. O debate foi rico, participativo, tanto que acabou o horário previsto, mas o dialogo continuou.

Eu, como iria acompanhar outra plenária não participei, mas esta reflexão sobre o papel da educação, me fez lembrar da Profº Doralice, que me deu aula de Geografia na 5º Série. Ela dizia que eu era muito contestadora, que um dia eu ia me envolver com politica. Bom professora, não foi bem como a senhora disse (pois referia-se a politica partidária), mas continuo contestando, em prol da pólis.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Para ver o Slideshow ampliado: http://www.flickr.com/photos/sustentavel2_0/sets/72157621903819065/show/

Inovação e modelo de negócios sustentáveis

13 ago

Já abordamos a inovação em produtos, falaremos da inovação em processos, é preciso desafiar os modelos (Mark Lee – SustainAbility)

Modelos de Negócios Sustentáveis (1) A Plenária Inovação em modelos de negócios sustentáveis, reuniu Jorge Soto da Braskem, Franz-Josef Kron da Umicore, Rogério Ribeiro da GlaxoSmithKline, Diane Osgood da Business for Social Responsability e teve como moderador Mark Lee da SustainAbility.

Jorge Sotto falou das pesquisas da Braskem para desenvolver produtos com redução de impactos ambientais, e comentou o case em que a Braskem está desenvolvendo o Polietileno Verde, fabricado a partir do Etanol e que será lançado em 2010, e que já é um sucesso com uma considerável carteira de clientes interessados (Saiba mais sobre o produto aqui).

Rogério Ribeiro da Glaxo falou da vacina contra rotavirus, que chegou ao mesmo tempo para a rede pública e privada. Apresentou o modelo pioneiro de parceria com a FioCruz, em que a vacina contra rotavirus poderá ser produzida a custos baixos para América Latina, saiba mais.

Temos que justificar o porque da nossa existencia para a sociedade (Rogério Ribeiro da Glaxo)

Franz-Josef Kron CEO da Umicore, empreza especializada em químicas a base de metais nobres, iniciou dizendo:“Qualquer coisa que você não possa fazer para sempre, não é sustentável”. e defendeu a reutilização de metais, através do processo de reciclagem para reutilização no processo produtivo.

A sustentabilidade é a única maneira de garantir o sucesso do negócio (Franz-Josef Kron CEO da Umicore).

Diane Osgood da Business for Social Responsibility, levantou o importante questionamento: “Como podemos criar produtos e serviços de uma maneira melhor para o mundo?”, e completou em seguida, “Para mim, a resposta está em duas palavras que temos discutido aqui: Ruptura e interdependencia"

Em dado monento no debate foi citado uma questão que para mim é crucial, a rentabilidade desses modelos para os acionistas. Empresas verdes, no geral tem se saido melhor neste momento de crise. O que pergunto, é se quando a rentabilidade estiver em baixa, haverá interesse em se manter o discurso em prol da sustentabilidade? Discursar é muito bacana, a empresa fica bem na voto, mas já vimos que em muitos casos, uma das primeiras verbas a ser cortadas é a de projetos sociais. Claro que o que está sendo tratado aqui, não é o financiamento de projetos, e sim todo um modelo voltado para o desenvolvimento sustentável, e quem em curto prazo tende a não apresentar rentabilidade para os acionistas, que costumam buscar rentabilidade imediata.

O artigo Criando valor sustentável de Milstein e Hart, fala que é possivel gerar valor para os acionistas, veja o artigo na integra.

Uma coisa é fato, as empresas irresponsáveis seja ambiental, ou socialmente, terão que se adaptar, a sociedade está cada vez mais exigente, e o investimento em desenvolvimento sustentável, deixará de ser uma estratégia adicional ao negócio, e terá que ser incorporado definitivamente para o bem estar da sociedade e do próprio negócio.

Sustentável 2009 – Abertura do Congresso

6 ago

Pajé 3 Após maravilhosa esquete teatral com Wellington Nogueira – Coordenador Geral do Doutores da Alegria, que adentrou no teatro Tuca como um Pajé, foi dado início ao 3º Congresso Internacional de Desenvolvimento Sustentável.

Wellington então, assume o posto de Mestre “sem” cerimônias, com a frase que resume a expectativa de muitos dos que ali estão: “é preciso colocar o discurso na prática…”, e chama à plenária os convidados para a abertura oficial do Congresso.

Após a apresentação do que é o Congresso sustentável 2009, sobe a plenária Fernando Almeida, presidente-executivo CEBDS, que em seu discurso diz a frase que seria muitas vezes repetida ao longo do congresso: “é preciso subverter a ordem, seja nos negócios ou na politica pública…”,  em certo momento ele lembrou-se de enfatizar que ele falava do lado positivo de subversão, não custa esclarecer né!?

Na sequencia Francisco Graziano, representante do Governador Serra, discursa  e defende que a Agenda ambiental deve ser tratada como "A questão da civilização".

Após alguns discursos, a abertura oficial encerra-se com o frase que infelizmente não tenho certeza de quem a pronunciou: “A sustentabilidade não é uma escolha, a escolha é como atuaremos pela sustentabilidade”.

Este foi só o começo, não deixe de acompanhar nossa cobertura ao vivo pelo Twitter @sustentável2.0, e aqui no Blog, neste caso com um certo delay.

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